@MASTERSTHESIS{ 2023:1414369407, title = {Caracterização morfotectônica e hidromorfológica da confluência dos rios Branco x Negro e adjascências – Amazônia, Brasil}, year = {2023}, url = "https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/11330", abstract = "A geomorfologia da região amazônica possui características únicas, tanto pela extensão do seu território como por sua variedade de vegetação, solos, rios e rochas. No contexto dos fenômenos hidrológicos da Amazônia, as confluências fluviais representam um papel importante no desenvolvimento e entendimento da Amazônia, pois são locais de variadas características físicas, químicas e biológicas. Assim, entender como as confluências fluviais ocorrem pode indicar informações importantes sobre o comportamento do regime do rio, influências tectônicas, vias de possíveis transições de biota. Com isso, este trabalho versa sobre a caracterização geomorfológica da confluência do rio Negro com o rio Branco e descreve o funcionamento hidromorfológico do sistema, através de parâmetros morfológicos, hidrodinâmicos e tectônicos. A partir de uma análise altimétrica, estrutural, geomorfológica, com dados de campo e por imagens de satélite e radar, foi possível verificar que a região da confluência apresenta quatro principais zonas geomorfológicas, padrões anômalos de drenagem, alinhamento de knickpoints e lineamentos estruturais que configuram a atual geomorfologia da área. O estudo constatou que, devido a um rearranjo estrutural dos blocos crustais provocados por movimentos tectônicos a partir de um lineamento NW-SE na margem esquerda do rio Negro, o canal do Branco migrou para a atual confluência, aumentou a deposição dos sedimentos na região da sua foz, o que gerou delta que adentra o rio Negro, e provoca assim um barramento físico-geográfico que diminui a margem do Negro em até 15 km. Para manter a vazão constante, supera em até três vezes a velocidade de fluxo o do rio Branco, e aumenta a profundidade do seu talvegue na mesma proporção. Essas condições acarretam interações entre os depósitos sedimentares na confluência que não se encaixam nos modelos atuais, apesar de manter as interações hidráulicas, pois estão intimamente ligadas ao fato da confluência do rio Branco x rio Negro ser controlada pelo regime neotectônico amazônico.", publisher = {Universidade Federal do Amazonas}, scholl = {Programa de Pós-graduação em Geociências}, note = {Instituto de Ciências Exatas} }