@MASTERSTHESIS{ 2025:1560384187, title = {Avaliação de uma intervenção liderada por Agentes Comunitários de Saúde (ACS) em pacientes de Diabetes Mellitus tipo 2 no interior do Amazonas}, year = {2025}, url = "https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/11123", abstract = "Introdução: A Atenção Primária a Saúde (APS) caracteriza-se como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pelo o cuidado integral dos usuários com Diabetes Mellitus tipo 2. As equipes de saúde da APS, especialmente os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), desempenham um papel fundamental na promoção, prevenção e acompanhamento domiciliar. Estima-se um aumento expressivo de casos de DM2 no Brasil até 2045, exigindo estratégias eficazes de prevenção e controle. Com isto, a adoção de estilos de vida mais saudáveis, apoiada por intervenções educativas, são estratégias essenciais no enfrentamento do DM2. Objetivo: Avaliar uma intervenção liderada por agentes comunitários de saúde em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 sobre a mudança de comportamento e parâmetros clínicos. Metodologia: Trata-se de um estudo de ensaio comunitário, inserido em um estudo maior intitulado “Intervenção liderada por Agentes Comunitários de Saúde para manejo de Diabetes tipo 2 no interior do Amazonas”. O estudo foi realizado no município de Iranduba, envolvendo seis UBS divididas em grupo controle (n=3) e intervenção (n=3). Participaram 35 ACS, sendo 17 no grupo intervenção e 18 no controle. Cada ACS indicou, por conveniência, 10 usuários com DM2, totalizando 104 participantes no grupo intervenção e 93 no controle. Os ACS do grupo intervenção receberam capacitação teórico-prática sobre o manejo do DM2 e realizaram acompanhamento dos usuários por 6 meses. O grupo controle não realizou a capacitação e manteve o acompanhamento de rotina aos usuários. Foi aplicado questionário aos usuários antes e após os seis meses de intervenção. Foram coletadas variáveis sociodemográficas, variáveis comportamentais e clínicas. Para as análises estatísticas foi utilizado software estatístico Jamovi (versão 2.6.26). Resultados: A maioria dos participantes foram do sexo feminino, com maior frequência de 59 anos de idade, casadas ou em união estável, de cor de pele branca ou parda e com escolaridade inferior a 8 anos de estudo. A maioria relatou renda de até um salário-mínimo, ausência de atividade remunerada e diagnóstico de DM2 há menos de 5 anos. O tratamento mais comum para o DM2 foi o medicamento por via oral e com presença de múltiplas comorbidades sendo a mais prevalente à hipertensão arterial. Observou-se resultados positivos no grupo intervenção quanto à mudança de comportamento, especialmente no que se refere ao autocuidado incluindo a adesão medicamentosa, a adoção de uma alimentação saudável com menor consumo de ultraprocessados e a redução de tempo de exposição a telas durante as refeições e nos tempos livres de recreação vistos como comportamento sedentário. Conclusão: As intervenções educativas sobre o manejo do DM2, realizadas pelos ACS nos usuários da APS, demostram impactos positivos nos comportamentos relacionados ao autocuidado. Reforçando a importância de investir na formação continua e na valorização destes profissionais, fortalecendo os serviços do SUS no enfrentando às condições crônicas.", publisher = {Universidade Federal do Amazonas}, scholl = {Programa de Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano}, note = {Faculdade de Educação Física e Fisioterapia} }